As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 22/09/2026

O fogo que consome o futuro: os desafios no combate às queimadas no Brasil

É recorrente se deparar com imagens devastadoras de florestas brasileiras em chamas, um cenário que piora a cada ano. A Amazônia e o Pantanal, símbolos de biodiversidade, enfrentam uma crise ambiental que reflete um problema estrutural gravíssimo. Desse modo, torna-se imperativo analisar como a falta de fiscalização eficiente e os interesses econômicos imediatistas perpetuam essa tragédia.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que a impunidade e o desmantelamento dos órgãos de controle funcionam como combustível para o fogo. O sociólogo Zygmunt Bauman, em sua teoria da “Modernidade Líquida”, reflete sobre a fragilidade de instituições que perdem sua eficácia. No contexto brasileiro, isso se aplica ao corte de verbas de órgãos como o IBAMA. Sem recursos e pessoal, o Estado perde a capacidade de monitorar o território, fazendo com que infratores agam na certeza da impunidade.

Além disso, a mentalidade econômica voltada para a exploração predatória impede o avanço no combate aos incêndios. Grande parte das queimadas tem origem criminosa, provocada por setores do agronegócio ilegal para limpar terrenos rapidamente. Essa busca pelo lucro ignora o conceito de desenvolvimento sustentável, defendido na Eco-92, destruindo o patrimônio biológico e afetando a saúde pública com a fumaça.

Infere-se, portanto, que o Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve realizar concursos públicos para a contratação de fiscais e modernizar o monitoramento por satélite (Ação). Essa iniciativa será feita mediante o redirecionamento de verbas orçamentárias (Meio/Modo), com o objetivo de recuperar o poder de autuação do Estado (Efeito), garantindo a proteção efetiva dos biomas (Detalhamento). Assim, será possível apagar o fogo que consome o futuro do país.