As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 22/09/2026

A fumaça que encobre as cidades brasileiras evidencia a gravidade do avanço dos incêndios florestais. Superar as dificuldades para frear essas queimadas exige combater não apenas a seca, mas sobretudo a impunidade dos crimes ambientais e a falta de investimento em quem protege a terra.

Em primeiro lugar, a maioria do fogo não surge de forma natural: trata-se da etapa final do desmatamento ilegal para a especulação e ocupação da terra. Enquanto a ausência de punições severas tornar a devastação financeiramente vantajosa para os infratores, o prejuízo socioambiental continuará sendo pago por toda a sociedade.

Somado a isso, há uma histórica escassez de recursos para a infraestrutura de combate ao fogo e para a valorização dos brigadistas. Além disso, ignora-se frequentemente o conhecimento dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, que são os verdadeiros guardiões da floresta e deveriam estar no centro das estratégias de preservação.

Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Justiça, deve intensificar a fiscalização nas áreas de risco por meio de monitoramento em tempo real e punições rigorosas aos infratores. Paralelamente, o Governo Federal precisa financiar e estruturar brigadas comunitárias permanentes, integrando os saberes tradicionais à gestão do fogo. Dessa forma, será possível conter a destruição e garantir o futuro da floresta.