As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 27/10/2026
Lançada em 1977, a música “Sobradinho”, da dupla Sá e Guarabyra, denuncia os impactos socioambientais provocados pela construção de uma usina hidrelétrica no rio São Francisco. Embora retrate outro tipo de intervenção ambiental, a obra e-
videncia como a exploração dos recursos naturais pode gerar consequências para a sociedade. Nesse contexto, a fiscalização insuficiente e a desigualdade social constituem obstáculos ao combate às crescentes queimadas nas florestas brasilei-
ras.
Em primeiro plano, a fragilidade da fiscalização ambiental contribui para a conti-
nuidade das queimadas no país. Sob essa perspectiva, o geógrafo Milton Santos a-
nalisou as desigualdades socioespaciais presentes na sociedade, evidenciando co-
mo os recursos e as oportunidades são distribuídos de maneira desigual. Essa rea-
lidade pode ser relacionada à proteção ambiental, uma vez que comunidades indí-
genas e tradicionais, fundamentais para a preservação das florestas, frequente-
mente enfrentam dificuldades para proteger seus territórios diantes de interesses econômicos. Consequentemente, a falta de recursos para monitorar áreas amea-
çadas e combater atividades ilegais favorece a devastação da vegetação nativa.
Além disso, vale ressaltar que os interesses econômicos ligados à exploração da natureza dificultam a redução das queimadas. A esse respeito, o filme “Amazônia em Chamas”, de 1994, retrata a trajetória de Chico Mendes e sua luta contra a de-
vastação da floresta amazônica. De maneira semelhante, na realidade brasileira, o uso do fogo para expandir áreas agropecuárias e ocupar territórios contribui para a destruição ambiental. Entretanto, quando essas práticas ocorrem sem controle a-
dequado, os incêndios podem se espalhar, ameaçando a biodiversidade, prejudi-
cando a qualidade do ar e colocando em risco as populações que dependem da flo-
resta.
Conclui-se, então, que é necessário intensificar o combate às queimadas ns flores-
tas brasileiras. Para isso, cabe ao IBAMA, órgão federal responsável pela fiscaliza-
ção e proteção ambiental, ampliar o monitoramento de áreas vulneráveis e realizar operações contra incêndios ilegais, a fim de preservar a vegetação nativa e prote-
ger a biodiversidade.