As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 11/09/2024

De acordo com Paul Watson, co-fundador do Greenpeace: “A inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Seguindo esta ideia é notório o intelecto falho da humanidade, visto o alarmante crescimento das queimadas florestais no Brasil, tal problemática está diretamente relacionada não só ao desleixo Estatal, mas também á omissão da comunidade agropecuária brasileira.

Em primeiro plano, a insuficiência da ação do Estado se destaca nos dados recentes divulgados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), onde aponta um aumento de 104% nos focos de queimadas em relação ao mesmo período de 2023. Tal aumento está associado à falta de engajamento entre o Ministério do Meio Ambiente - responsável por proteger e conservar o meio ambiente em todo o território nacional- e instituições executoras da lei, para fiscalizar e monitorar os focos de incêndio com maior efetividade evitando que se alastrem em maiores áreas.

Nota-se, outrossim uma apatia dos agricultores e pecuarista frente á degradação que suas ações irresposáveis provocam no bioma brasileiro, visto que segundo informações lançadas pelo Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) cerca de 84% das queimadas são causadas por atividade humana. Na agricultura os incêncios são utilizados de maneira indiscriminada para acelerar a recuperação do solo propiciando à prática de outras atividades e culturas, em contrapartida os malefícios são predominantes, se tornando criminosa tal atividade.

Destarte, urge o desenvolvimento de medidas para combater os fatos discutidos. Isto posto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, intensificar os investimentos nos órgãos executores da lei como a polícia ambiental, aumentando seus agentes e suas frotas de veículos para que assim possam desempenhar suas funções fiscalizadoras e punitivas com maior excelência, exigindo que os agropecuaristas cumpram as leis ambientais. Com isto será possível converter a comunidade a uma convivência inteligente com o planeta.