As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 19/09/2024
O filme O Lorax conta a história de uma cidade tomada por árvores artificiais, pois as verdadeiras foram cortadas para comercialização, assim possuindo apenas ar artificial vendido pela empresa O´hare. Em consonância com a realidade apresentada na obra cinematográfica, o Brasil encontra muita dificuldade em parar as queimadas em florestas que aumentam cada vez mais, diminuindo em grande escala a vegetação e prejudicando a qualidade do ar. Nesse sentido, pode-se afirmar que a atividade ilegal de queimadas por parte do agronegócio e o descarte incorreto de cigarros agravam essa problemática.
Sob esse viés, o agronegócio usufrui de uma parte generosa do territórrio brasileiro para a criação de gado, e com o aumento do número de animais muitas áreas de pasto se tornam pequenas, fazendo com que os fazendeiros precisem de mais espaço, levando a queimadas ilegais para abrir território. Tal panorama provoca grandes danos ambientais como chuvas pretas e fumaça tóxica que se espalha por todo território nacional. Isso atesta a ineficiência governamental em punir incendiários que prejudicam a fauna e flora brasileiras.
Ademais, muitos cidadãos que fazem uso de cigarros possuem o costume de jogar a bituca no chão após terminar de fumar, mas quando ela atinge áreas secas ou materiais inflamáveis acaba provocando o fogo indesejado. Tal máxima vai contra a Constituição Federal de 1988, que prevê como crime o descarte de bitucas em lugares incorretos, garantindo multas para aqueles que à desrespeitarem. Desse modo, verifica-se a ineficácia da sociedade em praticar atos simples como o descarte correto de materiais perigosos.
Portanto, cabe ao governo federal a fiscalização de terrenos de grandes fazendas, por meio de agentes especializados e câmeras de satélite, para que não haja novos focos de queimadas intencionais. Essa ação deve ocorrer principalmente em áreas em que não existem focos de incêndio naturais, a exemplo na floresta amazônica, onde quase todos os fogos são de origem humana, assim garantindo o freio na destruição das matas brasileiras.