As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 12/09/2024

“Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, é um livro marcado pela valorização da natureza em sua mitologia. Apesar de fictícia, a obra carrega um ideal de preservação ambiental que infelizmente não é aplicado na prática no Brasil contemporâneo, que enfrenta dificuldade em frear as crescentes queimadas nas florestas nacionais. Tal revés decorre do comportamento social e da inércia estatal.

Nesse sentido, é notório que a sociedade falha em desempenhar seu papel ativo em defesa do meio-ambiente. Acerca disso, Yuval Noah afirma que os humanos possuem a capacidade de destruir ou presevar a natureza, de forma ativa e passiva. Sob esse viés, constata-se que tanto ações (combustão de lixo, fogueiras, cigarro) quanto omissões antrópicas (falha em extinguir chamas em estágio inicial, causadas por secas, raios ou outros eventos naturais) contribuem para a perpetuação das queimadas que, segundo a revista Superinteressante, têm como principais impactos globais a perda da biodiversidade e intensificação do aquecimento global pela liberação de dióxido de carbono em grande quantidade.

Outrossim, o Estado carece de medidas eficazes para combater o problema. A respeito disso, Michel Focault afirma que é papel governamental a garantia do bem-estar de todos os cidadãos. Entretanto, outra grande consequência da destruição das florestas por queimadas, de acordo com a BBC Brasil, é a fragilização das comunidades indígenas que, apesar de possuirem a integridade assegurada pela Constituição Federal de 1988, na prática carecem da atenção administrativa. Desse modo, essa parte da população permanece em situação de vitimização, em péssimas condições financeiras e de moradia e sem nenhum tipo de amparo do poder públlico.

Portanto, urge a necessidade de ação estatal. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente a criação de centros de combate a queimadas nas florestas brasileiras. Tais centros devem ser criados através da construção de acessos a áreas mais secas e propensas a queimada e de instalações onde bombeiros qualificados devem permanecer periodicamente, revezando períodos com colegas de trabalho. Dessa forma, haverá fiscalização para evitar queimadas iniciadas por ação humana e combate eficiente a combustões naturais.