As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 13/09/2024
A Revolução Verde trouxe inúmeras melhorias na produtividade agrícola, quanto a colonização de terras que antes não eram agricultáveis, mas traz consigo um avanço irracional da monocultura, principalmente no cerrado brasileiro. Dessa forma, pode-se apontar uma fraca efetividade legislativa e a invisibilidade social do problema, como principais pontos que corroboram a dificuldade de frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras.
Por conseguinte, é dever do estado garantir o desenvolvimento sustentável para perpetuar condições favoráveis à vida para gerações futuras. Porém, a fraca efetividade na fiscalização e punição de crimes contra a preservação da natureza, com relação ao avanço de áreas agricultáveis, traz consigo um aumento nas queimadas para ter acesso a esses locais. Logo, é preocupante a falta de consciência social que não consegue manter relação da biodiversidade com o desenvolvimento econômico, que são intrinsicamente conectados.
Por outro lado, no mesmo contexto, não difícil identificar a ausência de debates públicos e da exposição do problema, para aumentar a sua importância, induzir o engajamento público e tentar encontrar soluções para o combate do aumento das queimas nas florestas brasileiras. Desse modo, influencia diretamente a invisibilidade do problema, que precisa ser resolvida para almejar uma rápida resolução da situação.
Ao se analisar a problemática, urge, portanto, medidas a serem tomadas. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, que tem como função promover melhor qualidade de vida à população, com o governo, criar grupos de discussão na sociedade com enfoque na conscientização social do problema das queimadas nas florestas brasileiras, e promover maior rigorosidade na aplicação de leis que objetivem conservar a biodiversidade, com objetivo de mitigar o problema, por meio de mais investimentos na área e a mobilização do setor governamental para garantir a efetividade da lei.