As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 16/09/2024
No filme “Rio 2”, é retratado o desmatamento da Amazônia. Paralelamente a isso, no Brasil contemporâneo, diversas áreas, para além da floresta amazônica, tem sido destruídas pela ação das queimadas. Nesse cenário, a negligência estatal e o posicionamento da sociedade aparecem como fatores para tal problemática.
Em primeiro plano, cabe destacar que a inércia estatal contribui para o aumento das queimadas no país. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Nesse sentido, a permanência das queimadas vai contra tal afirmação, já que, mesmo indiretamente, tem prejudicado a vida dos brasileiros, gerando poluição do ar e aumento da temperatura no país, o que é extremamente danoso à saúde. Assim, tal conjuntura revela insuficiência de debate público e direcionamento de verbas públicas para combater as queimadas, o que pode fragilizar o bem-estar da população.
Além disso, a indiferença social também é determinante para o problema. Segundo o princípio da responsabilidade de Hans Jonas, o ser humano é responsável pela continuidade da vida humana na Terra, de modo que as gerações futuras ainda possam utilizar os recursos naturais do planeta. No entanto, tal máxima não tem sido cumprida no Brasil, visto que as pessoas seguem causando queimadas no país e, assim, destruindo recursos naturais, o que traz consequências negativas não só para a geração futura, como também para a atual. Sendo assim, infere-se que a sociedade é indiferente à gravidade das queimadas, o que aponta para a necessidade de conscientização sobre a causa.
Portanto, o acréscimo no número de queimadas no Brasil deve-se à falta de ação pública e à negligência populacional. Diante disso, o Poder Executivo, responsável pela administração pública, deve, por meio de decreto presidencial, proibir o uso de queimadas durante o período de seca, além de cobrar os estados sobre a fiscalização, a fim de evitar o aumento de queimadas no país. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve, por meio de campanhas de conscientização, alertar a população para a questão, especialmente o setor agropecuário, que é, em grande parte, responsável pelo problema. Somente assim, será possível se distanciar da realidade mostrada em “Rio 2”.