As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 16/09/2024
A Constituição Federal (CF) assegura direitos fundamentais à vida digna de seus cidadãos. Porém, as crescentes queimadas nas florestas brasileiras e suas consequências, como a poluição do ar, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicações na temática. Assim, de acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre o os danos das queimas nas florestas nacionais destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação das queimadas, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rowis, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos dos crescentes incêndios florestais contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo,
tendo em vista o aumentao anual das queimas, prejudicando a qualidade do ar e matando diversas espécies silvestres. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.
Portanto, entende-se que as queimas nas florestas do país são obstáculos intrínsecos de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão vai convidar engenheiros ambientais para apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido. Feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rowis, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.