As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 16/09/2024

O jurista brasileiro Raymundo Faoro, em sua teoria intutulada Monstro Macrocéfa-lo, critica o Brasil, haja vista o país possuir leis eficientes na teoria, mas deficitárias na prática. Sob essa óptica, a perspectiva supracitada é constatada quando se relaciona às dificuldades crescentes na paralização de queimadas na flora brasilei-ra, pois é um problema que carece de atuação estatal. Logo, constata-se uma ques-tão problemática, a qual é motivada não só pelo avanço da fronteira agrícola, mas também pela dificuldade de mobilizar infraestrutura logística para esses locais.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar o avanço da fronteira agrícola como um dos impulsionadores no combate as crescentes queimadas no País, Nessa perspec-tiva, Thomas Hobbes, em seu livro ``Leviatã´´, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Entretanto, as auto-ridades competentes rompem com essas conformidades, pois omitem sua atenção no desmatamento de biomas brasileiros e sua ocupação desenfreada pela pecuária e agricultura empresarial da soja, muitas vezes utilizando métodos de remoção da vegetação, de forma, insustentável causando diversos problemas ambientais. Logo, é inaceitável que a situação perdure na corporação brasileira, caso contrário, trará mais consequências prejudi-ais para o freamento das queimadas no País.

Além disso, a inoperância do Estado, compromete a harmonia coletiva no que con-cerne ás dificuldades para impedir as crescentes quemiadas nas florestas brasilei-ras. Acerca disso, Aristóteles, importante filósofo da Grécia Antiga, afirmou que a Pólitica é a ciência a qual deve proporcionar a felicidade individual e coletiva. Entre-tanto, a realidade brasileira vai de encontro à teoria sobredita, haja vista que a omissão governamental em estabelecer uma fiscalização mais rígida e uma infraes-trutura mais adequada para o pronto atendimento no combate as queimadas se transforma em um grave problema na conjuntura brasileira.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfreados pelos avanços da fronteira agrícola e do desserviço estatal. Para isso, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, o qual é responsável pela política ambiental do país, envista em projetos já existentes e crie mecanismos infraestruturais, por meio de políticas públicas e privadas, com a finalidade de diminuir a problemática no País.