As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 18/09/2024
No longa-metragem “Rio 2”, as queridas ararinhas azuis visitavam a floresta amazônica e se deparam com seu com seu intenso desmatamento. Fora da ficção, o cenário atual relembra o da animação, tendo em vista as crescentes queimadas que assolam o território nacional e destroem as florestas brasileiras. Sendo assim, são necessárias medidas para frear o problema, este agravado pela omissão esta-tal e midiática.
Em primeira instância, é perceptível como a falta de iniciativa estatal influencia negativamente na resolução da questão. Segundo o filósofo Nicolau Maquiavel, os governantes devem operar visando o bem estar universal. A partir desse pensa-mento, é possível afirmar que as autoridades brasileiras não estão atuando de ma-neira correta, uma vez que os incêndios florestais são prejudiciais para todos que habitam o país. Dessa forma, é preciso que o Estado tome as rédeas da situação para resolver a problemática.
Ademais, o silêncio da mídia mediante o assunto demonstra sua ausência de comprometimento em informar sobre o vigente quadro das queimadas. Nas pala-vras da socióloga Hannah Arendt, quando uma atitude agressiva ocorre constan-temente as pessoas deixam de vê-la como errada. Seguindo essa afirmação, pode- -se alegar que a razão para que a mídia negue-se em propagar informações sobre os incêndios florestais é porque eles foram normalizados, tendo em mente que considerável porcentagem dos biomas nacionais já queimaram antes do deteriora-mento das circunstâncias. Dessa maneira, torna-se vital o reconhecimento da gra-vidade do tema por parte da mídia.
Portanto, providências são essenciais para a amenização da questão. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente, em ação conjunta ao Sistema Nacional do Meio Ambiente, deverá utilizar a legislação em favor geral - como através da Lei 9.605, que garante punição a quem tiver condutas lesivas ao meio ambiente - a fim de ins-tituir investigações sobre a origem das queimadas florestais. Desse modo, não ha-verá semelhanças negativas entre o filme “Rio 2” e a realidade contemporânea bra-sileira.