As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 18/09/2024

O grande assunto do momento no Brasil são as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florstas, as queimas na Amazônia não vem sendo alvo de preocupação a partir deste ano e sim de preocupação dos anos passados, as mudanças climáticas têm um impacto significativo não só como a floresta do Brasil mas sim como diversas áreas secas, como Cerrado, Pradarias e Pântanos que acabam resultando na perda de abrigo e alimentos para inúmeras espécies de animais e plantas.

As grandes causas dessas consequências são o desmatamento, clima e a intensidade por meio de máquinas, o fenômeno El Niño, um dos mais intensos nos últimos anos, também contribuiu para a seca na região, resultando em cerca de 68% dos incêndios sendo atribuídos a esse fenômeno, além das práticas humanas como agricultura também. Os dados recentes mostram que 2024 já registrou o maior número de focos de incêndio em 14 anos, com um aumento alarmante de 80% em relação ao ano anterior.

A dificuldade em combater as queimadas também está ligada à complexidade da governança ambiental no Brasil, nos anos posteriores houve um enfraquecimento das agências de fiscalização ambiental, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio de cortes orçamentários e mudanças políticas. Esses órgãos são fundamentais para garantir a aplicação de leis e combater ações ilegais, mas a sua desestruturação compromete a capacidade de resposta do governo às crises ambientais.

Em conclusão, frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras é um desafio que demanda uma abordagem integrada. É preciso reforçar a fiscalização, criar incentivos econômicos para práticas sustentáveis e garantir a preservação ambiental. Além de tudo o compromisso com o combate às mudanças climáticas é fundamental para reduzir as condições que favorecem o fogo.