As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 17/09/2024
No livro “Estilhaça-me”, apresenta-se a história de uma garota que vive em um futuro distante em que a humanidade acaba com os recursos naturais do planeta, resultando na atmosfera destruída e o mundo entrou em colapso. Fora da ficção, a coletividade brasileira não está longe de alcançar esse enredo, dado que o avanço crescente das queimadas da Amazônia é um fator a se considerado. Principalmente por conta da maldade humana e má formação escolar.
De início, a sociedade tem papel determinante na permanência da questão. Nesse contexto, a escritora Marina Colasanti, em sua crónica “Eu sei, mas não devia” elucida acerca de como as pessoas banalizam problemas sociais. De maneira análoga, na realidade brasileira, essa tese pode ser exemplificada pelo aumento de infecções respiratórias resultantes do desmatamento, confirmada pela amazonia org, o que ocasiona maiores gravidades caso haja desenvolvimento de problemas de saúde naqueles que moram perto das regiões afetadas. Desse modo, o óbice permanece presente.
Ademais, é perceptivel que a má formação educacional é um agravante para o aumento da infeliz “temporada de fogos”. Nesse sentido, segundo o educador pedagogo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade sem ela tampouca a sociedade muda”. Sob esse viés, a premissa sobredita se aplica ao contexto brasileiro, pois parcela da população, devido ao ensino lacunar, age indiferente a situação, resultando em falta de pressão as autoridades protetoras do ambiente, com isso, elas não interferem, significativamente, na injustiça com a biodiversidade. Logo, em decorrência de uma falha dos educandos, a adversidade perdura no país.
Em suma, torna-se indiscutivel a tomada de providência para solucionar os impactos dos incêndios. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, através de campanhas escolares, a conscientização dos riscos e prejuizos das “temporadas de fogo”, sejam eles relacionados a saúde, meio ambiente e economia. Tudo isso com o fito de minimizar e salvar o que resta de nosso ecossistema. Enfim, com essas atitudes, nos manteremos longe da obra distópica.