As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 17/09/2024
Durante o período das Grandes Navegações, a exploração das Américas trouxe consigo o avanço das técnicas agrícolas e a devastação das florestas nativas, uma tendência que perdura até os dias atuais. De maneira análoga a isso, as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras evidenciam um problema ambiental e social significativo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de fiscalização efetiva e a expansão das atividades agropecuárias. Em primeira análise, evidencia-se a deficiência na fiscalização e na aplicação das leis ambientais como um fator crucial para o aumento das queimadas. Sob essa ótica, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que, em 2023, o número de focos de incêndio na Amazônia aumentou em 20% em comparação ao ano anterior. Dessa forma, a falta de recursos e de pessoal dedicado à fiscalização contribui para a continuidade e intensificação das queimadas, tornando a proteção das florestas mais desafiadora. Além disso, é notório que a expansão das atividades agropecuárias tem um impacto significativo sobre as florestas. Desse modo, a filósofa e ambientalista Vandana Shiva argumenta que “a destruição da biodiversidade e a conversão de florestas em pastagens são indissociáveis do modelo agrícola industrial”. Consoante a isso, o avanço descontrolado da agropecuária promove o desmatamento e a subsequente queima das áreas desmatadas, exacerbando a degradação ambiental. Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a conter as crescentes queimadas nas florestas brasileiras. Dessa maneira, cabe ao governo federal e às instituições ambientais promover uma fiscalização mais rigorosa e sustentável, por meio de investimentos em tecnologia e treinamento, a fim de que as leis sejam efetivamente cumpridas e as práticas prejudiciais sejam desencorajadas. Somente assim, será possível evitar a repetição de cenários históricos de devastação e assegurar a preservação das riquezas naturais brasileiras para as futuras gerações.