As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 18/09/2024
A noção de cidadania, originada nas Polis Gregas antigas, está associada aos direitos e obrigações que uma pessoa possui ao fazer parte de um Estado específico. Infelizmente, até os dias de hoje, as comunidades indígenas e ribeirinhas continuam enfrentando uma grande fragilidade ambiental decorrente dos incêndios na floresta brasileira.
De fato, torna-se essencial promover uma discussão e apresentar possíveis soluções para essa questão complexa que continua afetando nosso país devido a problemas governamentais e sociais.Antes de tudo, é fundamental ressaltar a falta de empenho do Estado diante desse problema. De acordo com Nicolau Maquiavel, filósofo renascentista, o principal objetivo do governante é manter seu poder e não necessariamente buscar o bem-estar coletivo. A reflexão do pensador ressoa na problemática das queimadas, uma vez que as comunidades afetadas diretamente, como os indígenas e ribeirinhos, possuem escassa influência política e suas reivindicações acabam sendo ignoradas.
Além disso, é importante ressaltar a falta de atenção social diante dessa realidade. De acordo com a teoria da “Banalidade do Mal” da filósofa Hanna Arendt, é possível perceber que muitas vezes a sociedade se cala perante questões sociais sérias, o que acaba levando à normalização de problemas como as queimadas. Um exemplo desse comportamento é percebido na maneira como a maioria das pessoas encara a destruição da Amazônia, considerando-a algo distante ou insignificante. Tal atitude acarreta uma falta de pressão adequada sobre o governo para que sejam tomadas medidas mais rigorosas de fiscalização e controle.
Frente a essa situação, é necessário que o Estado implemente ações mais firmes para combater as queimadas. É preciso não apenas realizar campanhas de conscientização para a população sobre a importância da preservação ambiental, mas também intensificar as fiscalizações e impor penalidades rigorosas aos responsáveis por desmatamento e queimadas ilegais. Projetos de preservação podem ser viabilizados ao redirecionar recursos, tais como os provenientes do Fundo Nacional do Meio Ambiente.