As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 28/09/2024
É de fundamental importância a preservação do meio ambiente. No entanto, nota-se na contemporaneidade brasileira um descaso com o ambiente natural, uma vez que há obstáculos para barrar os incêndios florestais, o que se configura como um grave problema social. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado à ineficácia governamental e à ganância humana, sérios entraves dessa problemática.
Primeiramente, é imprescindível destacar que a inoperância estatal impossibilita a contenção das queimadas nas matas naturais. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo e sim a reação a elas”. À luz dessa perspectiva, percebe-se que a ausência de uma ação do Estado intensifica os atos criminosos contra o âmbito natural. Logo, é mister uma interferência para sanar esse revés.
Ademais, urge evidenciar que a ambição do ser social exacerba a combustão nas matas silvestres, visto que cometem essa agressão a fim de aumentar as áreas de plantio ou pastagem para animais. Conforme o filósofo estoico Sêneca, “para a ganância, toda a natureza é insuficiente”. Sob esse viés, é nítido que o indivíduo tem retirado da natureza mais que o necessário, ceifando os recursos naturais. Assim, é urgente uma interferência nesse óbice.
Portanto, é imperiosa uma intervenção para reduzir essa mazela. O Governo deve barrar os atos criminosos contra as florestas, por meio pontos locais de fiscalização, a fim de coibir os incêndios criminosos no âmbito natural. Além disso, a mídia precisa promover ações educativas de conscientização, por intermédio de campanhas veiculadas em redes sociais e televisivas — principais canais de comunicação que interagem de forma eficaz com a sociedade —, a fim de amenizar os estragos nas matas, provocados pela falta de responsabilidade humana. Dessa forma, reduzir-se-á a destruição do espaço natural e preservar-se-á a flora brasileira.