As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 20/09/2024

Desde o século XXVIII, no iluminismo, entende - se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, atualmente, no Brasil, tal teoria não acontece em metodologias práticas, haja vista as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas do país. Nesse contexto, é primordial analisar a negligência estatal, bem como a maldade humana como os principais causadores do cenário em questão.

De início, é imprescindível destacar a desassistência do Poder Público como fator agravante para o crescente índice de queimadas nos biomas brasileiros. Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem- estar social da população. Entretanto, na prática, a máquina administrativa rompe a tese de Hobbes, tendo em vista a escassez de investimentos voltados a combater ações ilícitas, como as queimadas, causadas, principalmente, pelo descuido da humanidade. Assim, o ecossistema afetado por essa inobservância estatal, encontra- se no escuro, desamparado e sem saber lidar com a situação, se tornando, por consequência, as vítimas da Constituição de papel.

Ademais, é imperativo ressaltar que a maldade do homem potencializa a conjuntura em questão. Nessa linha de raciocínio, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu o conceito de Banalidade do Mal, segundo o qual as atitudes cruéis fazem parte do cotidiano moderno, tornando as relações sociais cada vez mais caóticas. Nesse sentido, constata- se que as frequentes queimadas das florestas são resultados do individualismo enraizado na sociedade, visto que ações, como colocar fogo em lavouras, pode destruir tanto o habitat como a própria vida dos animais silvestres. Logo, o embate vai de encontro ao pensamento de Arentd.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do

impasse na Nação brasileira. Dessa forma, o Governo Federal, como agente regulador da comunidade, deve criar e executar políticas públicas, por meio de incentivo fiscal, a fim de combater o foco de queimadas. Além disso, é fundamental que as escolas e a mídia, oriente e eduque a comunidade, por meio de palestras e publicidades, sobre os riscos do fogo, com o intuito de formar cidadãos competentes. Dessa forma, o preceito iluminista estará presente no Brasil.