As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 29/09/2024

O Brasil sempre teve problemas com queimadas, mas isso vem se agravando desmedidamente, pois, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no ano de 2024 houve o maior número de focos de incêndios em 14 anos. Nesse contexto, pode-se citar como principais dificuldades para melhorar esse quadro as mudanças climáticas e o desinteresse do Estado. Ou seja, faz-se necessário solucionar esses desafios para a preservação dos biomas brasileiros.

Em primeira análise, as mudanças no clima são um grande intensificador para o problema das queimadas. Nesse sentido, é necessário compreender a existência de um fenômeno climático chamado “El Niño”, que provoca secas severas no Norte e Nordeste brasileiros. No entanto, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, esse evento vem sendo intensificado nos últimos anos graças às mudanças climáticas provocadas pela ação antrópica, provocando, assim, um clima mais seco, que deixa as florestas propícias a sofrerem incêndios. Logo, é preciso controlar as mudanças climáticas a fim de estabilizar o “El nino”.

Em segunda análise, a falta de atenção dos governantes em relação aos incêndios é um grande impeditivo para a melhora do cenário atual do país. Nessa perspectiva, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alertou que, durante o ano de 2024, viria uma seca anormal que agravaria os incêndios, principalmente na parte Norte do país. Entretanto, o governo não deu a devida atenção aos diversos avisos feitos e, somente agora, adota medidas emergenciais para o controle das queimadas, caracterizando uma política ambiental irresponsável, que é refletida nos números atuais alarmantes de focos de incêndios. Desse modo, é visível como a falta de compromisso político não apenas impede a melhora, como também é responsável pelo quadro atual do Brasil em relação às queimadas florestais.

Portanto, devido ao que foi exposto, pode-se concluir que o Brasil passa por muitas dificuldades em controlar as queimadas em seu território, que é resultado das mudanças climáticas e descompromisso estatal. Por conseguinte, o governo, por meio de pressão popular, deve investir mais em energias renováveis, com foco em energia solar e nuclear, a fim de diminuir a utilização de combustíveis fósseis, que são os responsáveis pelas mudanças climáticas que intensificam os incêndios.