As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 27/09/2024

Durante os séculos de colonização portuguesa no Brasil, o uso descontrolado do fogo como mecanismo à limpeza de áreas para o cultivo da cana de açúcar e do café, principalmente, culminou com a devastação em massa de grande parte da fauna e da flora inerentes à Mata Atlântica. Após anos de avanço e proteção aos recursos ambientais, a cultura de queimadas é, ainda, uma problemática muito presente nos ecossistemas brasileiros, onde se reproduzem os velhos hábitos. Com efeito, medidas que alterem essa catastrófica circunstância devem ser adotadas.

É sabido, de início, que foram às cinzas da Mata Atlântica que diversas cidades brasileiras foram, ao longo do processo de urbanização, sendo erguidas. Outros-sim, no pais, a manutenção histórica das queimadas, propositais ou não, evidencia a ineficiência de políticas públicas de controle ao fogo deliberado em especial pelas ações antrópicas, o qual deteriora a biodiversidade dos biomas e prejudica a qualidade do ar, aumentando, assim, o número de doenças respiratórias. Diante da complexidade e extensão do problema, faz-se, pois, necessária a adoção de políticas públicas pertinentes voltadas à dissolução desse nocente impasse na sociedade atual a fim de garantir o desenvolvimento sustentável.

Em simultâneo, Castro Alves, escritor da terceira geração do Romantismo do século XIX, destaca, na obra “Os Escravos”, a prática recorrente das queimadas nas lavouras cafeeiras da região Sudeste e a devastação ecológica provocada por estas, de modo a proporcionar espaço à monocultura do café. Nesse sentido, o retrato feito pela genuína literatura do país ratifica o cenário nefasto e decadente ao qual a natureza foi e, continua sendo sujeitada. À vista disso, para que se tenha melhor avanço econômico, social e ecolágico é preciso, que a sociedade não seja um reflexo dos tempos coloniais.

Dado isso, as três esferas governamentais, devem promover políticas públicas ambientais que visem do efetivo combate e prevenção aos incêndios ecológicos, através de monitoramento objetivo às áreas suscetíveis a incêndios, responsa-bilizando aqueles que violam as concepções éticas constitucionais. Além de concretizar práticas agrícolas alternativas para o pequeno e médio produtor rural, viabilizando alternativas corretas do uso rentável dos recursos naturais do país.