As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 28/09/2024
As mudanças climáticas têm ocasionado elevadas temperaturas, com isso afetando a qualidade do ar e a umidade. Com isso áreas de baixa umidade e altas temperaturas, condições comuns na região do cerrado brasileiro, estão mais propensas à queimada da vegetação. No entanto o que era considerado um fenômeno natural tem se intensificado nos últimos anos devido às ações do homem. Sob esse viés, a manutenção de técnicas arcaicas na agricultura e hábitos culturais influenciam as queimadas nas matas brasileiras.
Primeiramente, a falta de tecnologia para produção de alimentos contribui para tal problemática. Pois os fazendeiros colocam fogo no final da colheita para preparar o terreno para a próxima plantação, pois não possuem as máquinas certas para a limpeza da região, evidencia o perigo na qual a vegetação brasileira está sendo submetida. Situação semelhante se fazia no período colonial, com o intuito de utilizar o solo na agricultura canavieira, colocavam fogo na vegetação nativa, reduzindo parte da floresta tropical. Assim, percebe-se a preservação de práticas coloniais de cultivo ao produzirem incêndio para plantar, acabando com ecossistemas, já que o fogo não é controlado.
Ademais, o comportamento negligente impacta diretamente no aumento das queimadas nas florestas brasileiras. O lançamento de balões de ar quente de maneira ilegal são exemplos que crescem exponencialmente a probabilidade de produção de chamas nas áreas verdes. Dessa forma, submetendo os ecossistemas às queimadas diminuindo a sua biodiversidade, porque espécies nativas de vegetais e animais são mortas pelo fogo.
Portanto, em vista dos argumentos apresentados, a agricultura sem as devidas inovações tecnológicas coloca em risco o meio ambiente. Com isso torna-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela definição de estratégias relacionadas ao desenvolvimento de novos instrumentos de gestão ambiental, estimule a produção inovadora no campo, por meio da concessão de créditos aos fazendeiros para a aquisição de tecnologias que substituam as queimadas, com o intuito de diminuir as chamas nas áreas verdes.