As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 29/09/2024
No filme Lorax, a população passa a depender da venda de oxigênio em garrafas plásticas, pois, naquele universo, não possuíam mais árvores ou vegetação para fornecer o gás da vida. Tangente a realidade, o filme expressa a importância das florestas para a sobrevivência dos seres humanos e a necessidade de preservá-las, eventualmente, é brando tratar sobre as dificuldades para frear as queimadas nas florestas brasileiras. Tal que, por diversas vezes, a permanência desse imbró-glio deriva de ações antrópicas e as recentes alterações climáticas.
Em primeira análise, a maior parte das queimadas, atualmente, são iniciadas pelo homem, seja por incêndios criminosos ou queimadas para limpeza, em atividades agrícolas. Desse modo, há urgência em conscientizar aqueles que ainda praticam essa ação, porém, como afirmado por Hannah Ardelt, em sua teoria sobre a banalidade do mal, o homem tende a naturalizar sua ação e à negligenciar a fim de promover a remoção de sua culpa quanto a determinada atividade. Ou seja, existe um empecilho filosófico e moral para a interrupção da prática, exigindo a necessidade de conscientização e senso de responsabilidade.
Ademais, com a atual situação climática, o fogo das queimadas se propaga com maior intensidade. Durante o mês de setembro de 2024, a informação de que São Paulo, cidade no sudeste do país, ficou em primeiro lugar no ranking mundial de pior ar do mundo passou a circular em sites como a BBC. Com temperaturas que superaram 40ºC e umidade abaixo de 10%, estabeleceu-se uma relação de dupla troca, onde, quanto mais quente e seco o clima fica, mais as queimadas se inten-sificam; e quanto mais ocorrem as queimadas, mais quente e seco o ar se torna.
Em suma, visando solucionar a problemática, o Governo Federal e o Sistema Nacional do Meio Ambiente, órgão responsável pela proteção do meio ambiente e o combate à poluição, devem redirecionar o PIB para o investimento em tecnologias que influenciam o clima. Em Dubai, passaram a ser utilizados drones que disparam cargas elétricas nas nuvens, forçando a unificação das gotículas de água e induzindo a chuva, o mesmo deve ser feito no Brasil, para que dessa forma, a umidade seja devolvida para a atmosfera e a água das chuvas contenha focos de incêndio.