As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 29/09/2024

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, as queimadas no Brasil desrespeitam esse direito, agravadas pela ausência de políticas públicas e pela impunidade em relação aos crimes ambientais, perpetuando a destruição dos biomas.

Diante desse cenário, a negligência governamental contribui para o aumento das queimadas. O geógrafo Milton Santos, em Cidadanias Mutiladas, afirma que a falta de ações eficazes perpetua desigualdades, o que se aplica ao contexto ambiental. Dados do INPE mostram um aumento de 149% nas queimadas entre 2023 e 2024, evidenciando o descaso das autoridades, especialmente em relação à Amazônia e ao Cerrado. A omissão do Estado ameaça a biodiversidade e a qualidade de vida das futuras gerações, exigindo políticas ambientais mais rigorosas.

Outrossim, a impunidade também é crucial para a continuidade das queimadas. A filósofa Hannah Arendt, em sua análise sobre a Banalidade do Mal, afirma que a impunidade banaliza ações prejudiciais, como os crimes ambientais, ao não punir adequadamente os responsáveis. Isso encoraja a repetição das práticas destrutivas, agravando a crise climática.

Portanto, o governo federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve implementar fiscalização rigorosa, campanhas de conscientização e sanções mais severas para reduzir as queimadas e preservar a biodiversidade, garantindo assim o cumprimento do artigo 225 da Constituição para as futuras gerações.