As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 29/10/2024
O filme “Rio 2” apresenta a história do pássaro Blu e sua família que passam a viver na Amazônia enquanto a floresta sofre um desmatamento desenfreado, em prol da exploração ilegal de madeira. No contexto nacional, os biomas brasileiros vêm sendo, da mesma forma, invadidos por queimadas, em sua maioria, geradas pela atividade humana, apresentando dificuldades ao combate, as quais é possível destacar a falta de fiscalização e a expansão agropecuária.
A priori, é necessário destacar que de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre janeiro e agosto de 2024, foram registrados mais de 100 mil focos de incêndio, número quase 80% maior em relação ao ano anterior. Nesse sentido, conforme o filósofo Jean Jacques-Rousseau a preservação do meio ambiente é de responsabilidade do Estado como parte de sua obrigação de proteger o bem comum, ou seja, pode-se atribuir à falta de fiscalização do governo em áreas florestais e rurais como causa para a prorrogação do problema e aumento de área florestal perdida.
A posteriori, segundo o Instituto Nacional de geografia e Estatística (IBGE), entre os anos 2000 e 2018 a Amazônia teve pelo menos 8% de seu território queimado, sendo que a maior parte deste foi usado para pastagem de gado. Por outro lado, de acordo com o jornal “BBC News Brasil” muitos agricultores têm aderido ao sistema das agroflorestas, que consiste na integração da agricultura e pecuária às matas, de maneira sustentável, sem queimas.
Portanto, é dever do Governo Federal, entidade de poder suprema vigente no território nacional, juntamente com o Ministério do Meio Abiente e Mudança do Clima (MMA) promover políticas públicas, a partir do aumento e melhora da fiscalização em áreas florestais de todo o país para que os focos de incêndios diminuam. Além disso, também é obrigação do MMA, incentivar políticas de integração entre agricultura e florestas, a partir do aumento das agroflorestas no território nacional, para assim restaurar áreas áreas desmatadas. Dessa forma, será possível alcançar um equilíbrio sustentável entre o desenvolvimento social e econômico e a preservação do meio ambiente.