As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 08/10/2024

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual conjuntura do país, permite refletir sobre como as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras é negligenciado no tecido social brasileiro, pois afeta a vida de muitas pessoas. Nesse sentido, fatores como o desmatamento ambiental em consonância com a falta de conscientização da população que agravam tal questão.

A Constituição promulgada em 1988, apelidada ‘Constituição Cidadã, ampliou os limites tradicionais da democracia brasileira ao estender o direito a segurança para toda a população. Todavia, é importante salientar que tal prerrogativa não é totalmente garantida, tendo em vista que a principal consequência do desmatamento está atrelada a perda da vegetação nativa, a remoção da vegetação provoca uma grande perda da biodiversidade assim como a perda do habitat de animais e plantas, e, ainda, impacta diretamente na elevação do número de espécies em extinção. Portanto, é inadmissível que, em um país onde se paga uma das maiores taxas de tributos do mundo, o Estado não garanta políticas públicas capazes de corrigir ou reduzir essa situação.

Somado a isso, vale ressaltar que a falta de responsabilidade e comprometimento com o ambiente por parte dos indivíduos intensifica essas queimadas. Segundo o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o país já registrou 159.411 focos desde o início do ano, em 2024, das queimadas deste ano, 50% aconteceram na Amazônia e 32% no Cerrado. Isso nos mostra que a população brasileira está diante de uma situação extremamente delicada e é por essa razão que ações precisam ser tomadas para que todos possam viver com mais harmonia e com todos os seus direitos garantidos.

Desse modo, é importante que o Governo Federal tome providências para alterar o quadro atual. Portanto, urge que o Ministério da Educação, por meio de campanhas e palestras, influencie e providencie a mudança do quadro atual. Só assim, será possível melhorar a realidade da sociedade brasileira que está vivendo com a temática em questão.