As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 08/10/2024

A Constituição de 1988 garante a preservação e a estabilidade do meio ambiente. Porém, nota-se uma realidade não condizente com o proposto, visto que o avanço do desmatamento e o descarte inadequado de materiais inflamáveis são alguns fatores que influenciam as crescentes queimadas nas florestas brasileiras.

A princípio, percebe-se uma relação entre o desmatamento e os incêndios. Segundo dados da WWF Brasil, grande parte das queimadas nas florestas brasileiras são de origem criminosa, consequência direta do desmatamento que avança cada vez mais rápido por causa do roubo de terras públicas e exploração ilegal de madeira. Nessa perspectiva, o uso descontrolado do fogo para realizar o desmatamento acaba causando queimadas indesejadas.

Ademais, destaca-se, também, o aumento das queimadas por conta do descarte inapropriado de objetos com potencial inflamável. Nesse prisma, a bituca de cigarro é, de acordo com o JP News, o exemplo mais comum de objeto perigoso. Além disso, segundo o mesmo portal, o despejo indevido do cigarro e outros materiais inflamáveis teve um aumento de cerca de 40% nos últimos anos, acarretando no aumento de possíveis incêndios florestais.

Logo, para que haja uma solução, cabe ao Ministério do Meio Ambiente realizar uma reforma nas leis ambientais, como a implementação de multas mais severas e o aumento de áreas em preservação, buscando diminuir o avanço do desmatamento. Além disso, é essencial garantir o descarte adequado de materiais inflamáveis, cabendo ao Ministério da Segurança o incentivo de tal, através das mídias sociais e propagandas, por meio da anuência do presidente.