As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 08/10/2024

“O homem fez da Terra um inferno para os animais”. Essa frase do filósofo Schopenhauer, mostra como as ações do homem podem interferir na vida dos animais, não só deles, mas na de todo ser vivo. O maior ato que expõe isso são as queimadas, elas têm se tornado cada vez mais frequentes e intensas, causando danos irreparáveis ao meio ambiente, à biodiversidade e a saúde humana.

O Amazonas abriga uma rica diversidade de fauna e flora, que têm corrido grandes riscos devido as frequentes queimadas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 1º a 31 de agosto, o estado registrou 10.328 queimadas, o maior índice desde 1998. Observa-se então um grande aumento das queimadas, causadas principalmente pelo próprio homem, visto que, de acordo com o mesmo dado, uma das principais causas é a queimada provocada por trabalhadores que estão nas florestas.

Ademais, os incêndios têm trazido grandes consequências para os animais e para os humanos. Uma pesquisa realizada pelo Ibama ( Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em conjunto com o Cenap (Centro Nacional De Aprendizagem Profissional), mostra que os incêndios ocorridos em 2020, no Pantanal, afetaram pelo menos 65 milhões de animais vertebrados nativos e 4 bilhões de invertebrados . Além disso, as queimadas podem acarretar em grandes danos à saúde. Segundo a engenheira ambiental e inspetora de recursos florestais do Naturatins, Polliana Gomes, a fuligem e a fumaça diminuem a qualidade do ar, provocando doenças respiratórias, como asma e rinite. Portanto, compreende-se a necessidade de medidas para acabar com as queimadas.

Dessa forma, observa-se as grandes consequências dos incêndios, tal como a necessidade de seu controle. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente interferir nos atos que tem ocasionado tais destruições. Através da criação de leis que garantam a proteção dos biomas e a garantia se sua aplicação, além de uma maior fiscalização, nas regiões de maiores incidências, para o caso de queimadas ilegais. Assim haverá uma redução no número de queimadas, protegendo os animais e a saúde pública.