As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 14/10/2024
As Conferências Ambientais, organizadas pela ONU há alguns anos, são uma tentativa de mobilizar países perante os dilemas entre desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Apesar dessa pauta ser antiga, os problemas ambientais não apenas permaneceram, como também se agravaram no decorrer do tempo. Assim foi o caso das queimadas nas florestas brasileiras, as quais são cada vez mais recorrentes, acentuadas por interesses financeiros velados, que necessitam ser expostos e combatidos.
Conforme é retratado na série do Globo Play, Aruanas, uma grande mineiradora executa diversos crimes que abrangem queimadas, poluição, tráfico e assassinatos. Tais ações são protegidas por figuras públicas e líderes jurídicos e legislativos. Com isso, o combate à criminalidade ambiental é extremamente dificultado, visto que não há respaldo político e da segurança, o que freia tentativas da sociedade civil e de organizações a alterarem essa realidade.
Dentre esses parâmetros, de acordo com o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, na Modernidade Líquida, presente nos dias atuais, o que rege a sociedade é o materialismo, ou seja, o acúmulo de bens de consumo. Ademais, essa dinâmica rege os interesses por detrás das queimadas, sendo a principal causa do avanço do fogo a agropecuária, o desmatamento e as mudanças climáticas em função do enriquecimento.
Portanto, é preciso ir além de debates para alcançar impactos realmente significativos. Logo, é importante que o Governo Federal atue para extinguir a corrupção dentro dos Órgãos Públicos e aja em conjunto com a ONU e demais organizações ambientais a fim de fiscalizar queimadas ilegais. Outrossim, cabe a sociedade civil atentar-se ao seu modelo de consumo e cobrar, por meio de debates e manifestações nas ruas, maior atenção ao meio ambiente.