As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 11/10/2024
A Carta Magna, promulgada em 1988, tem o objetivo de delinear direitos básicos aos cidadãos brasileiros, como o acesso à sustentabilidade. Porém, tal teoria não tem sido vista em metodologias práticas, pois ainda se observam desafios em relação ao combate às crescentes queimadas nas florestas brasileiras. Sob essa ótica, destacam-se o impacto do agronegócio e o abandono estatal como os seus maiores problemas a serem discutidos.
Primeiramente, nota-se a influência do agronegócio no aumento da ocorrência de queimadas no Brasil. Sob essa perspectiva, pecuaristas provocam incêndios florestais com o objetivo de ampliar áreas de pastagem de gado, a fim de obter maior lucro e produtividade. Tal metodologia é herdada pelo capitalismo contemporâneo por fatores históricos, como o advento da Revolução Industrial, a qual visava obter mais capital sem a devida preocupação com questões socioambientais. Com efeito, a procura demasiada por dinheiro, por meio de métodos exploratórios e não sustentáveis, corrobora o aumento das queimadas, a qual resulta na perda da diversidade ambiental brasileira, o que demonstra a necessidade da mitigação dessa problemática.
Ademais, explicita-se o abandono estatal acerca da proteção dos biomas brasileiros, como o Cerrado, o Pantanal a Amazônia. Sob esse viés, a falta de fiscalização dessas localidades colabora com o aumento das queimadas por pecuaristas e garimpeiros, por conta da facilidade e impunidade atribuída a esses atos. Um exemplo disso é a pesquisa realizada pelo Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a qual evidencia que 84% das queimadas no Pantanal são realizadas por atividades antrópicas. Seguindo esse raciocínio, a melhora na proteção ambiental brasileira pelo Estado é fulcral para o combate esse problema, que impacta o ecossistema brasileiro.
Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente — órgão responsável pelo incentivo à sustentabilidade — frear as queimadas nas florestas brasileiras, por meio do subsídio fiscal de entidades competentes, como o IBAMA, a fim de melhorar a fiscalização ambiental das florestas brasileiras. Obter-se-á, assim, uma sociedade mais sustentável e próxima aos moldes da Carta Magna de 1988.