As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 14/10/2024
O Brasil é reconhecido no mundo todo por possuir uma vasta biodiversidade. Desde a carta escrita por Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal no fim do século XV, a variedade de espécies e biomas brasileiros é celebrada pelos europeus que acabavam de chegar a essas terras. Entretanto, tamanha riqueza natural é colocada em risco pela dificuldade para frear a ocorrência de queimadas pelo país, ocasionada pela relação destrutiva que o homem moderno possui com o meio ambiente.
Em primeira análise, é notório que a lógica capitalista predominante nos dias atuais busca sempre expandir os ganhos financeiros. Como uma alegoria para essa situação, o filme “Avatar” ilustra a descoberta de um novo planeta, que está sendo colonizado para uma exploração desenfreada de seus recursos naturais, sempre buscando o lucro e ignorando a conservação do meio natural. Analogamente, no cenário brasileiro, os grandes produtores do agronegócio constantemente expandem suas áreas produtivas através de queimadas intencionais que destroem a vegetação original da região.
Além disso, o ser humano do século XXI perdeu a noção da simbiose que possui com o meio ambiente, tão presente nos povos originários. Filmes como “Tarzan” e “Pocahontas” ilustram como os nativos de regiões que estão sendo colonizadas entendem que a natureza e o homem possuem relações de troca que permitem o equilíbrio ecológico. Pelo contrário, o colonizador vê os recursos naturais como dádivas que podem ser exploradas de forma irrestrita, lógica que, trazida para os dias de hoje, dificulta a contenção de focos de incêndios florestais.
Portanto, percebe-se que a relação atual do homem com a natureza impede a frenagem das queimadas no Brasil. É fundamental a criação de projetos de conscientização pelas escolas brasileiras para que, por meio de aulas e palestras sobre situações práticas, como dados de espécies em extinção afetadas pelo fogo, os jovens possam, desde cedo, entender a importância de conter os atos incendiários propositais nos biomas brasileiros. Assim, no futuro, o país poderá voltar a ser exaltado pela biodiversidade, como foi na carta de Pero Vaz de Caminha.