As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 14/10/2024

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras ainda é um desafio a ser superado. Esse cenário antagônico é fruto tanto de um descaso governamental, quanto da globalização perversa. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.

Em primeira análise, como consta no site da internet da g1.globo, 84% das queimadas do pantanal ocorrem por atividade humana, sendo a principal causadora. Como afima Carlos Lacerda, “A impunidade gera a audácia dos maus”. Devido a falta de atuação das autoridades, criminosos que provocam queimadas sem possuir qualquer motivo não sofrem suas devidas consequências, o que apenas resulta em um aumento nos casos.

Diante desse cenário, para Bauman, “Os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado”, uma vez que parte das queimadas ocorre por fins lucrativos. Dessa forma, intensificando a vulnerabilidade econômica de municípios que dependem do agronegócio e da exploração de recursos naturais intensificando a desigualdade.

Assim, cabe ao Estado em conjunto com o Ministério do meio ambiente, desenvolver e executar uma fiscalização eficiente em áreas de risco de queimadas, com a fins de acabar com a queima causada por atividade humana sem motivo prévio. Além disso, também lhes cabe efetuar e aplicar uma legislação contra atividades prejudiciais à natureza, para que dessa forma, interesses financeiros não se destaquem mais do que a saúde do meio ambiente. Desse modo, a Utopia de More estará mais perto de ser concretizada.