As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 30/10/2024

O Brasil, país predominantemente agropecuário, apresenta, em consequência disso, grandes áreas devastadas por queimadas. O predomínio da atividade rural intensiva no território brasileiro, assim como a ausência da contribuição da população com o intuito de evitar novos focos de incêndio nas matas, contribui para o espalhamento do fogo pelas florestas brasileiras e, por sua vez, torna difícil o combate ao mesmo. Dessa forma, o país tem sua parcela correspondente à vegetação original cada vez mais reduzida, culminando em um solo pobre, seco e mais suscetivel à novos focos do fogo.

Diante disso, nota-se a negligência do Estado no estabelecimento do controle normativo e regulador acerca das áreas destinadas à agropecuária, uma das principais causas da intensificação das queimadas. A Constituição Brasileira de 1988, em seu Art. 5°, declara como um dos deveres do Estado a garantia do bem-estar dos indivíduos. Nesse âmbito, a ação estatal é insuficiente no que tange a fiscalização das terras agrocultiváveis, já que o número de áreas florestais desmatadas cresce, o que acarreta piora da qualidade do ar e poluição ambiental devido à fumaça e à alta concentração de dióxido de carbono no meio. Outrossim, a qualidade de vida do corpo populacional é fortemente prejudicada.

Ademais, a população, muitas vezes, apresenta-se inerte a essa problemática, assim como contribui para a intensificação das queimadas florestais. Como efeito do crescimento dos incêndios, o solo não tem tempo suficiente para se recuperar e para recompor sua vegetação. Dessa forma, hábitos dos brasileiros como: descarte inadequado de cigarros acesos e produção de fogueiras sem a devida precaução, dificultam a contenção do fogo, principalmente pelo fato do solo estar com baixa umidade. Sendo assim, a inércia da população para evitar certas práticas fornece outra dificuldade para frear as queimadas florestais.

Em suma, é emergente a atuação do Ministério do Meio Ambiente nessa questão, fiscalizando áreas florestais, principalmente destinadas ao uso agropecuário intensivo, por meio de decretos e normas que apliquem punições aos indivíduos irregulares, com o objetivo de frear as queimadas da vegetação e, assim, corrigir a população acerca do grave risco da continuidade do problema.