As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 02/11/2024
As queimadas nas florestas é um problema enfrentado na sociedade brasileira que vem apresentado um crescimento significativo nas ultimas décadas. De acordo com o instituto nacional de pesquisas espaciais ( INPE), o número de queimadas teve um aumento de 78% no Brasil. Nesse sentido, a resolução do problema exige que se combata à impunidade dos criminosos e a negligência estatal.
Desse modo, é perceptível os impactos da impunidade. A filósofa Hanna Arendt, em sua análise sobre a banalidade do mal, afirma que a impunidade banaliza ações prejudiciais, permitindo que crimes graves como a provocação de incêndios em matas e florestas, se tornem comuns. Isso ocorre porque os indivíduos responsáveis por crimes ambientais raramente são punidos , incentivando a repetição dessa prática. Assim, a falta de uma punição severa perpetua a destruição das florestas brasileiras, que contribuem para as crises climáticas globais.
Ademais, a omissão do Estado da ensejo ao elevado número de queimadas nas florestas brasileiras. Em 1976 ,Norberto Bobbio-expoente filósofo italiano- desenvolveu o chamado ‘‘Dicionário da política’’, a partir do qual, o Estado deveria não apenas garantir os direitos básicos, a exemplo do direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, mas garantir que a população usufrua na prática. Todavia, não há políticas públicas capazes de resolver o problema. Assim, enquanto a impunidade e a omissão estatal forem a regra, um ambiente equilibrado será a exceção.
Portanto, as crescentes queimadas nas florestas brasileiras se deve a irresponsábilidade do Estado. Diante disso, o Governo, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve implementar a fiscalização das áreas florestais de uma forma mais rigorosa, por meio de tecnologias de monitoramento, com a finalidade de reduzir as queimadas. Para que assim, esse problema deixe de ser crescente no território brasileiro.