As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 27/08/2019
No livro “Holocausto Brasileiro” de Daniela Arbex, a escritora conta a história do hospital colônia de Barbacena. Nesse livro, ela relata fatos de maus-tratos aos pacientes que não eram aceitos pela sociedade, assim como, problemas de saúde gerados aos pacientes por falta de estrutura. Nessa perspectiva, é necessário analisar a maneira como o preconceito influência na saúde dos cidadãos, e as problemáticas da falta de acesso a saúde publica das minorias.
Primeiramente, minorias possuem maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde, em virtude de elas terem maior tendência de serem vítimas de preconceito. Uma vez que, consoante a dados do site Saúde Abril, o preconceito pode abalar o bem-estar das minorias (Negros, LGBTs, Indígenas, entre outros). Logo, esses dados indicam que aqueles que necessitam de atendimento não o procuram, por conta de esses terem medo da maneira como serão tratados. Pois, segundo a teoria de Peter Berger, o indivíduo cria seus primeiros ideais a partir dos fundamentos daqueles que obtiveram primeiro contato. Sendo assim, por a sociedade brasileira ainda ser uma comunidade com vários preconceitos enraizados em sua cultura, muitos daqueles que são responsáveis pela saúde de terceiros possuem preconceitos em sua maneira como indivíduo. Em suma, é possível fazer analogia a frase de Albert Einstein: " é mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito" no panorama atual.
Em segundo plano, cidadãos que realmente necessitam de serviços de saúde , não possuem acesso a ele. De tal forma que, de acordo com dados de artigos do site Scielo, a distribuição dos postos de saúde e hospitais são desiguais. Porque, muitos deles estão distribuídos em bairros em que a população não necessita daquele serviço, já que a maioria dos habitantes são de classe média. Por isso, a população mais pobre que compõe 26,5% da população, de conformidade com o IBGE, não possuí acesso a tratamentos que são emergências, por conta da distância. Além disso, aqueles que possuem acesso, enfrentam problemas como infraestrutura e indisponibilidade de materiais.
Portanto, são necessárias medidas concretas que tenham como protagonista o Estado e as Escolas. O Estado, deverá acionar o poder executivo, para que assim, ele invista mais dinheiro no SUS (Sistema Único de Saúde) principalmente em regiões mais pobres, para aqueles que já possuem acesso terem uma melhor infraestrutura e disponibilidade de materiais. Ademais, também é necessário que o Estado faça realocação dos postos de saúdes e hospitais públicos, para que assim aqueles que realmente necessitam de tais serviços possuam acesso a ele. Por fim,. é preciso que as entidades formadoras de profissionais da saúde, tenham uma disciplina obrigatória que vise educar os futuros profissionais, para que então eles tratem melhor os pacientes independente de sua cor, etinia ou orientação sexual.