As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 28/08/2019

A Organização Mundial da Saúde (OMS) conceitua saúde como o bem-estar físico, social e mental. Nesse sentido, a plena saúde somente é possível por meio do equilíbrio nesses fatores. Entretanto, no Brasil hodierno, as diversas formas de exclusão contribuem para a o desequilíbrio desse bem-estar. Essa conjuntura está arraigada na sociedade pelo descaso governamental com a saúde pública aliada a preconceitos contra grupos minoritários. Dese modo, urgem medidas para reverter os efeitos das diversas formas de exclusão sobre a saúde da população.

Em primeira análise, convém destacar que segundo a Constituição Federal a saúde é direito de todos e dever do estado. Contudo, o poder público negligencia esse dever uma vez que no início do ano de 2019 o Governo Federal anunciou o contingenciamento de 599 milhões de reais em verbas para a saúde pública. Essa media, atinge principalmente a parcela mais pobre da população que depende do sistema público de saúde. Desse modo, o Estado contribui para a perpetuação da exclusão dessa minoria uma vez que, sem investimento, não há assistência.

Ademais, também é válido salientar que o preconceito sofrido por parte da população contribui para o surgimento de doenças mentais como a depressão. Segundo dados do Ministério da Saúde a taxa de suicídios entre jovens negros é 45% maior do que em jovens brancos. Dentre as causas desse alarmante número estão o racismo sofrido ao longo da vida e a exclusão social. Dessa maneira, o bem -estar mental não é possível e a saúde fica comprometida.

Desarte, são necessárias medidas que mitiguem o problema. Primeiramente o Governo Federal deve priorizar o acesso a saúde. Isso será feito por meio da destinação de verbas advindas de impostos para ampliar o número de unidades básicas de saúde em localidades mais carentes favorecendo o a assistência dessa população. Além disso, também é necessário combater desde cedo, ainda na fase escolar, preconceito contra minorias. Essa medida poderá ser efetivada por meio da parceria entre Ministério da educação e ONGs para a promoção de palestras e atividades lúdicas nas escolas a respeito do exclusão social e saúde formando a consciencia de crianças e jovens a cerca dos impactos do preconcito na saúe. Assim, o conforto fisico, social e mental será de fato preservado