As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 01/09/2019

O preconceito intrínseco na sociedade brasileira acarreta muitos óbices para as minorias sociais. Pois, os impede de ter acesso à saúde de maneira íntegra e profissional, mesmo sendo este um direito inalienável do indivíduo, conforme previsto na Constituição Cidadã. Portanto, é evidente a existência de entraves com as minorias étnicas e sociais no Brasil no que tange a promoção de saúde e bem-estar: A objeção com os pacientes devido ao julgamento que sucede o preconceito histórico-social e as falhas na conscientização desses profissionais por parte do Estado em suas formações. Este cenário é um agravante a ser resolvido não apenas pelo poder público, mas também por todo o corpo social.

Em primeiro lugar, cabe destacar o preconceito estrutural da sociedade. Pois, como define o sociólogo Émile Durkheim, os fatos sociais atuam sobre os indivíduos. Ou seja, o senso comum criado perante esses grupos pela moral social, a exemplo da LGBTfobia e a xenofobia, ultrapassam a ética jurada pelos profissionais da saúde, e pelo Estado de garantir os direitos do cidadão, o que contribui para a manutenção da objeção com os pacientes. Como por exemplo, o impedimento que gays sofrem para doarem sangue, por serem considerados grupo de risco, o que acarreta na perda de mais de 18 milhões de litros ao ano, de acordo com o IBGE . Isso faz com que a exclusão continue perdurando na sociedade brasileira, causando impactos no bem-estar social da população.

Somado a isso, há também as falhas na conscientização desses profissionais. Pois, assim como existem entraves nas estruturas de saúde pública, como falta de verbas para a aquisição de preservativos ou a realização de testes de HIV, na educação a situação é equivalente. Por conseguinte, faltam recursos na formação desses indivíduos que os permitam vivenciar outras realidades para formar o pensamento crítico e romper com os preconceitos do senso comum. Por isso, não se capacitam adequadamente para receber esses grupos, o que gera mal-estar na relação do profissional com o paciente, fazendo com que este pare de procurar por atendimento por sentir coagido e discriminado. Isto agrava ainda mais o problema em questão.

Logo, é mister que o Estado tome providências para atenuar tal cenário. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação intensifique nas instituições de ensino e nas mídias sociais, por exemplo o Youtube - onde o alcance de pessoas é maior - aulas e campanhas sobre respeito e conscientização acerca das diferenças sociais, a fim de, combater desde o início os estigmas do preconceitos enraizados na sociedade de maneira a auxiliar a criação de seu pensamento crítico. Também, que o Estado por meio de leis, ampliem as verbas para a aquisição de preservativos e exames a disposição da população, a fim de garantir seus direitos. Somente assim, será possível o bem-estar social.