As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 04/09/2019
De acordo com a Declaração Universal dos Diretos Humanos, é direito de todos os cidadãos um nível digno de assistência à saúde. Entretanto, o cenário visto pela exclusão da minoria sexual, impede que isso aconteça na prática, devido não só a um déficit educacional da sociedade, como também a uma falta de avaliação de conduta dos profissionais de saúde. Nesse contexto, evidencia-se que medidas devem ser tomadas pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.
Ao afirmar, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” , o filósofo brasileiro Paulo Freire pronunciou um assunto que deve ser levado a sério no Brasil. A insistência do preconceito em postos médicos por parte das pessoas, que discriminam a minoria sexual, mostra que falta uma orientação educacional tanto nas escolas como na família, que, muitas vezes, não tornam relevantes os assuntos a respeito dos direitos e do respeito que todos devem ter, independente da orientação sexual.
Ademais, é notável a negligência médica que esse grupo sofre. Em uma pesquisa feita pelo jornal O Estado de São Paulo em 2019, LGBTS relatam a dificuldade que têm em assistência médica; os relatos mostram que tais empecilhos vão desde o constrangimento e o atendimento inadequado, até violências verbais. Essa falta de conduta ética por parte dos provedores de saúde persiste pois há uma falta de fiscalização que garanta um atendimento padrão e eficiente, tanto por parte dos hospitais, como do governo.
Diante disso, medidas são necessárias para que esse problema seja resolvido. É fundamental que as escolas promovam anualmente palestras para os alunos e reuniões com os pais a respeito da problemática que é o preconceito com LGBTS, uma vez que ações como essa tem imenso poder de conscientizar. Além disso, é imprescindível que o governo em parceria com o Ministério da Saúde crie um projeto no qual a conduta de todo profissional de saúde para com os pacientes sejam avaliados semestralmente, através de pesquisas feitas nos hospitais, a fim de dar maior importância a denúncias de negligências médicas com a minoria sexual.