As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 12/09/2019
No Brasil, em 1990, foi criada a Lei do SUS, que garante universalidade para os pacientes, integralidade à comunidade e equidade nos seus tratamentos. Entretanto, o serviço oferecido pelo Sistema Único de Saúde atualmente propõem medidas diferentes ao propósito da sua criação. Nesse contexto, deve-se analisar como a defasagem do sistema de saúde e o preconceito da sociedade influenciam no afastamento de minorias da saúde.
Primeiramente, a precária estrutura nas unidades de saúde torna difícil o atendimentos às minorias. Isso decorre da má formação dos agentes de saúde, que tiveram sua preparação voltada para atender pessoas nos padrões considerados normais pela população. Uma prova disso, lamentavelmente, foi uma liminar aprovada por um Juiz Federal, em 2017, que possibilitava aos psicólogos fazerem tratamentos de reorientação sexual em pacientes homossexuais. O resultado disso são pessoas não héteros se sentido pressionadas a fazerem uma reorientação sexual ao não encaixarem nos padrões sociais.
Além disso, o preconceito da sociedade com as minorias prejudica na sua aproximação com uma vida saudável. Pois, a pressão sofrida para moldar-se na sociedade atual pode desencadear doenças mentais e psicológicas, como depressão e ansiedade, o que pode levar ao suicídios dessas pessoas. No relatório feito pelo Grupo Gay na Bahia, em 2019, mostrou que entre os anos de 2017 e 2018, o número de suicídios na comunidade “LGBT” aumentou cerca de 42%. Por consequência disso, mais vidas serão perdidas em função do preconceito do homem com o diferente.
Portanto, são necessárias medidas que reduzam esse impasse. Desse modo, é essencial uma ação do Ministério da Educação, que deve, por meio de uma ampliação na grade curricular de graduação nas áreas de saúde, inserir problemas que atingem em maior quantidade grupos minoritários, com o fito de estabelecer empatia por parte dos agentes de saúde e, assim melhorar a qualidade de vida desses pacientes. Ademais, é necessário uma ação governamental, em parceria com a ONG CVV, deve, por meio de mídias sociais e demais meios de comunicação, divulgar os males da depressão e do suicídio, e promover reuniões e comícios com a população, a fim de ajudar pessoas que já sentem os sintomas dessas doenças e, assim salvá-las de decisões consequentemente ruins. Dessa forma, um maior número de seres humanos alcançarão a felicidade de uma vida plenamente saudável.