As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 07/09/2019

À frente das mudanças

René Descartes, conhecido como o Pai da Filosofia Moderna, no século XVII, dizia: “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis “. Embora séculos tenham se passado, desde a época em que viveu o filósofo francês, questões como as exclusões socioeconômicas, no Brasil, ainda são consideradas problemas difíceis de serem solucionados, tendo em vista as disparidades sociais básicas e o preconceito atribuído por diferenças de classe. Isso preocupa a sociedade brasileira, por ser a causa de bastantes obstáculos sociais.

Primeiramente, há quem diga que um país, cuja população recebe de forma democrática o direito e a dignidade humana, é utópico.Em virtude disso, há de se questionar acerca de que mundo deseja-se para os bisnetos, confirmando questionamento do filósofo Richard Roty.Na nação hodierna, o sistema político vigente juntamente a globalização influenciou na desigualdade social, no qual um grupo vive privado e o outro necessita exclusivamente das bases idades públicas, ocasionando a exclusão da dignidade humana garantida pela Constituição.

Inegavelmente, o óbice intensifica-se quando não é dada a devida resolução ao pleito, atribuindo ambientes precários oferecidos para pessoas com baixo poder de compra. Diante do fato, Nicolau Maquiavel, filósofo italiano, refletia sobre as dificuldades em buscar modificações na sociedade, uma vez que dizia: “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança “. Logo, reduzir as diversas formas de exclusão inter pessoal e efetuar direitos básicos será a tarefa árdua, mas possível.

É mister, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge, então, que os Ministérios do Desenvolvimento Social e da Saúde, garantem a população uma infraestrutura com diversos profissionais qualificados, a fim de manter a dignidade cidadã e efetuar a igualdade de recursos saudáveis. Ademais, empresas poderiam engajar-se em campanhas publicitárias, com intuito de desvirtuar relações exclusivas interpessoais, organizando debates abertos nas escolas, com objetivo de erradicar o agravamento da saúde das pessoas por se enquadrarem em grupos minoritários. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, problemas considerados difíceis de serem solucionados, poderão tornar-se fáceis, desde que se tenha coragem de estar à frente das mudanças.