As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 11/09/2019
É evidente que ao longo de nossa evolução tenhamos melhorado em muito nossas tecnologias, estratégias e negócios, contudo não evoluímos de forma significativa nosso convívio social. Encontramos em livros como Memórias Póstumas de Brás Cubas, escrito por Machado de Assis, preconceitos evidentes com uma garota tida como “coxa” que já o bastava para não aceitá-la como confidente.
Por conseguinte, ações semelhantes tomam nosso cotidiano, pessoas que mantêm preconceitos com cor, sexualidade ou mesmo opção política são alvos de tais ataques. Adicionalmente, não bastando doutros ainda enfrentam suas próprias negações, duvidas, medos e angústias o que por consequente geram problemas psicológicos e sociais de maneira indireta.
Tomemos como maior exemplo os negros, tidos como minoria, mas sendo maioria (aprox. 54% da população segundo o IBGE de 2014). Uma etnia omitida, sem muitas oportunidades e que no passado veio a ser explorada. Visando vidas melhores migraram para morros aonde construíram suas casas, sem acesso ao menor tipo de saneamento básico instalaram-se ali com suas famílias. Crianças em contato com o esgoto e lixo a céu aberto
tornam-se receptoras de diversas doenças que ao voltar para casa passam por contaminar todos as que a cercam, e em forma de pirâmide tempos depois temos uma comunidade inteira abalada por doenças estomacais, dermatológicas e outras.
Tais problemas se estendem: homossexuais sem devidas informações que passam vírus como o da AIDS sem saber e pobres que visam ter filhos para receber bolsa família e sobreviver. Tudo isto gera gasto para os cofres públicos e abala os sistemas de saúde.
Em conclusão, carecemos de políticas públicas que visem ajuda imediata, tanto psicológica quanto informativa e social. Medidas essas que devem ser tomadas pelo Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Saúde (MS) em conjunto com escolas e comunidades visando o ensino de crianças, jovens e adultos de maneira consciente para que sejam assim portadoras não de doenças, mas sim de informação aonde vivem.