As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 11/09/2019
Inclusão como remédio
A sociedade como um todo, apesar de viver em constante evolução, se mostra, em diversas ocasiões, ainda estar atrelada aos padrões estabelecidos no passado. O fato gera a exclusão de certos grupos e indivíduos por inúmeros fatores, que influenciam e acarretam em formas de preconceitos inaceitáveis no século XXI, bem como sérias consequências, as quais envolvem, graves impactos sobre a saúde, principalmente mental, das vítimas.
O direito à liberdade de pensamento é garantido, por lei ao cidadão, contudo, muitos se utilizam desse discurso para humilhar, excluir e discriminar indivíduos e grupos sociais. As formas de exclusão sofridas por essas parcelas da população, são em geral o bulllying, vivenciado nas escolas, a marginalização, fortemente relacionada à renda e a etnia, e a privatização de direitos básicos, como a falta de acesso a alfabetização e a precária, ou inexistente e muitos casos, segurança pública, os mais atingidos são as minorias onde se destacam negros, índios, homossexuais e deficientes físicos, todavia o preconceito não se limita somente à minorias, mas também atinge as camadas da sociedade com menores condições financeiras, o que ocasiona o chamado isolamento social. Em relação ao meio escolar, ambiente que tem se tornado mais propício ao desenvolvimento de práticas de discriminação, uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que metade das crianças e adolescentes do mundo já sofreram algum tipo de bullying.
Ademais, as consequências desse tipo de isolamento podem ser graves quando relacionadas à saúde. O Brasil enfrenta uma alta taxa, cerca de 5,8% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de doenças como a depressão e a ansiedade, as quais são facilmente associadas a traumas, bloqueios e dificuldade de relacionamento, que podem surgir tanto de agressões, principalmente verbais, sofridas ao longo da vida, bem como por estereótipos já estabelecidos pela sociedade que dificultam a interação com o meio. Para demonstrar ainda mais os efeitos que tais formas de descriminação causam, um estudo da Academia de Psiquiatria mostrou que 1 em cada 5 crianças pensam em suicídio após sofrerem algum tipo de agressão.
Por conseguinte, fica evidente a necessidade do país de reforçar políticas de inclusão. O Ministério da Educação, deve criar projetos que visem, por meio de palestras educativas em escolas e eventos públicos, elucidar a população a cerca da diversidade cultural e étnica que existe no Brasil e esclarecer as consequências que a exclusão de grupos pode causar, para que com isso o país como um todo possa se sentir parte da sociedade e com isso diminuir a taxa de doenças acarretadas pelo preconceito.