As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 11/09/2019
No livro “Lobo por Lobo” de Ryan Graudin, é retratada uma história alternativa. Na qual, o Eixo vence a segunda guerra mundial. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Yael, uma judia fruto de um experimento pseudocientífico nazista, que visava atingir as características físicas dos arianos. Fora da ficção, a realidade apresentada na obra de Graudin não se distância da vivida pela sociedade brasileira do século XXI: padronizar comportamentos faz parte da história do país desde a chegada dos portugueses, o eurocentrismo ainda persiste, e em consequência de tais amarras cita-se o suicídio, predominante entre jovens negros.
Segundo o filósofo moderno Tomas Hobbes, é dever do Estado garantir a paz e a ordem. Contudo, o Estado brasileiro revela uma distopia quanto a essa teoria. Na medida em que se analisa a transgressão da Lei 8080, a qual estabelece a saúde como um direito fundamental do brasileiro. Nesse sentido, o princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde(SUS) estabelece a garantia do direito á saúde para todos os brasileiros, sem discriminação. Porém, aqueles que não seguem o padrão estabelecido pela sociedade não desfruta dos direitos que em teoria lhes são garantidos.
Assim, verifica-se a ascensão dos chamados “Outsiders”, termo dado por Norbert Elias para aqueles que são expulsos da sociedade. Junto a isso, verifica-se o aumento significativo do suicídio anômico. Haja vista que, segundo o Ministério da Saúde, adolescentes e jovens negros têm maior probabilidade de cometer suicídio no país. Uma vez que razões históricas de marginalização para com esse grupo contribuem para esses dados.
Portanto, a fim de desatar as amarras coloniais que perduram até o presente é fundamental a atuação das ONGs de Saúde. Na qual, as de Prevenção e Saúde Pública, realizarão palestras e debates por todo o país, com os alunos da educação básica, ministradas por profissionais especializados em doenças tropicais e atuação em áreas marginalizadas com o intuito de se difundir a importância da diversidade para a construção de uma sociedade harmônica, respeitando assim o contrato social de Hobbes.