As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 23/09/2019
O sistema único de saúde (SUS) é um dos mais complexos e completos do mundo, atuando desde uma simples aferição arterial ao transplante de órgãos. O SUS tem por princípio o acesso universal e equitativo. Entretanto, a realidade vivenciada por usuários desse sistema revela tratamento desigual e preconceituoso.
A carta de direitos dos usuários do SUS, do Conselho Nacional de Saúde, preconiza que toda pessoa receba tratamento humanizado e acolhedor. Contudo, condutas inadequadas e preconceituosas tem impedido o pleno acesso de minorias sexuais, gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (LGBT) ao sistema de saúde. Dados brasileiros apontam que o preconceito institucional e os olhares diferenciados são constrangedores e limitadores da afluição à saúde dessa minoria, fato evidenciado pelos altos índices de transtornos psicológicos e portadores de doenças sexualmente transmissíveis.
Semelhantemente, a discriminação social gera obstáculos a saúde da população negra, que segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) corresponde a mais da metade dos brasileiros e que em sua maioria são pobres. O baixo poder aquisitivo restringe desta classe social aos serviços públicos. As condições precárias destes, tais como, a superlotação, as filas gigantescas, a falta de médicos, equipamentos e medicamentos são preponderantes para o agravo á saúde da população.
Diante do exposto, o SUS é um sistema complexo e para haver equitatividade em seus serviços é necessário maior fiscalização, controle e aprimoramento profissional dos seus integrantes, através de responsabilização civil e cursos capacitantes. Enquanto sociedade, é preciso cobrar dos representantes do povo investimento e aplicação de recursos nas unidades básicas de saúde, bem como estabelecer parceria com hospitais particulares afim de garantir o acesso á saúde.