As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 13/09/2019
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades. A partir disso, é possível perceber que há uma parcela de excluídos sociais que não vivenciam a saúde em sua totalidade. Nesse sentido, fatores como o preconceito estrutural e a negligência do Estado corroboram para a intensificação dessa problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que o contingente menos favorecido da população sofre um intenso processo de exclusão e preconceito. De acordo com Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Sendo assim, ao observar o cenário brasileiro percebe-se verdadeira tal afirmação, uma vez que os grupos minoritários da sociedade são excluídos e sofrem com o preconceito da parcela dominante. Como consequência, a saúde é comprometida, já que possuem uma alta tendência ao desenvolvimento de doenças psíquicas.
Vale destacar, também, que o Estado adota uma postura negligente em relação a essa conjuntura. A Constituição Cidadã de 1988 afirma que a saúde é direito de todos e dever do Estado, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Essa negligência, evidenciada pela ausência de políticas públicas destinadas a minoria, somada com o preconceito que está enraizado na sociedade dificulta que a população menos favorecida tenha acesso aos atendimentos básicos de saúde preventiva e curativa, o que contribui para o aumento de problemas físicos, mentais e sociais.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, debates e trabalhos em grupo, a respeito de temas sociais e a importância de extinguir o preconceito da sociedade, com o intuito de formar cidadãos responsáveis socialmente. Ademais, ainda o Estado deve criar políticas públicas eficazes que garantam a todos o acesso aos serviços públicos de saúde.