As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 14/09/2019
De acordo com o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Essa visão é facilmente observada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisada a questão da falta de políticas públicas de inclusão social, o que causa um impacto na saúde dos excluídos. Isso ocorre ora pela falta de conscientização governamental, ora por ausência de espaço que atenda a todos. Assim, há de ser analisado tais fatores, a fim de que se possa liquidar esse problema de cunho social, que assombra a população do século XXI.
Sob esse viés, pontua-se a falta de conscientização do governo como um empecilho à consolidação de uma solução. Conforme o ativista político Martin Luther king, quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele. De maneira análoga, o pouco trabalho do governo para incluir minorias corrobora com o surgimento de doenças nesses indivíduos. Isso porque, de acordo com o portal de notícias G1, os LGBT’s, negros, imigrantes e os mais pobres têm cerca de 4 vezes mais chances de adquirir problemas mentais. Logo, esse fato se sustenta na falta de projetos de melhoria da saúde pública e pouca ação de conscientização da população no processo de inclusão de todos.
Do mesmo modo, destaca-se a falta de espaços destinados à própria identificação pessoal como um fator limitante para chegar à raiz do problema. Tal qual o escritor brasileiro Augusto Cury, o sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças. Sob o mesmo ponto de vista do autor, é preciso, também, que exista lugares que criem uma identidade do indivíduo onde haja pessoas que sofram problemas parecidos, para dar apoio um ao outro. Já que, diversos casos de problemas mentais ocorrem por falta de lugares que identifiquem, respeitem as diferenças e trabalhem para fazer intender que ninguém no mundo está só.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério do Desenvolvimento Social em parceria com o Ministério da Saúde proporcionem a criação de leis a serem aprovadas pelo Senado Federal, que obriguem as empresas da área da comunicação a transmitir programas voltados a inclusão das minorias na sociedade, aliado a isso, faz se necessário a criação de grandes centros de acolhimento das classes desfavorecidas. Esses centros podem ter atendimento médico e salas separadas para cada classe que possui identidade própria, com objetivo de unir forças para lutar contra a desigualdade. Só assim, a visão de Rousseau será contornada e a sociedade será mais justa e solidária.