As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 14/09/2019

Durante o período do Regime Nazista, grupos de judeus, negros e gays, considerados minorias, eram excluídos e discriminados socialmente, precarizando suas condições de vida, especialmente de saúde. Dessa forma, a saúde pública do Brasil ainda carece de empatia no atendimento das minorias sociais , e tais desigualdades são fatores determinantes para o desenvolvimento do processo de exclusão na área da saúde.

De princípio, o preconceito racial, sexual e de gênero afetam em grande parte a questão saúde pública do Brasil. Conforme o cientista Albert Einstein, " é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito", e nessa perspectiva, quando indivíduos que buscam tratamento ou consultoria médica sofrem discriminação, tendem a se sentir humilhados nesse espaço e por isso frequentam menos tais lugares. Contudo, nessa situação há um descumprimento dos direitos garantidos pela Constituição de 1988, que assegura o acesso saúde como universal e igualitário.

Ademais, como é possível ver no seriado televiso Sob Pressão, muitos hospitais públicos estão em condições precárias e isso inviabiliza o devido atendimento aos mais excluídos. Haja visto que com mais discriminação, seja por ser pobre, negro ou LGBT, maior a tendência do indivíduo desenvolver doenças mentais, isto é, há uma fragilidade na maioria da sociedade que não consegue ter uma demanda de atendimento nos hospitais públicos, principalmente por esses grupos, devido a ausência de profissionais qualificados para determinadas situações, espaços bem estruturados e seguros, longe de condutas inadequadas e preconceito.

Logo, fica evidente que o preconceito e a precarização do sistema de saúde dificultam o acesso à saúde por grupos de fragilidade social. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde garantir o atendimento especial para pessoas marginalizadas e segregadas, por meio de uma lei federal. Além  disso, deve fornecer espaços mais adequados dentro dos hospitais, com a presença de psicólogos e especialistas, para atender a todos sem discriminação e de forma igualitária e universal.