As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 19/09/2019
Em seu livro “O mal estar na civilização” Sigmund Freud narra como a fragilidade das relações humanas é capaz de gerar uma grande “angústia social”.Longe do viés filosófico e literário e adentrando à realidade nacional,é coerente observar como processos sociais de exclusão são capazes de gerar impactos negativos na saúde de algumas minorias,visto que a ausência de humanização,por parte de profissionais da saúde, e uma possível vulnerabilidade desses grupos a doenças sexualmente transmissíveis reverberam de maneira negativa na saúde desses indivíduos.
Pontua-se.em uma análise inicial,que a falta de humanização ,promovida por muitos profissionais de saúde,é capaz de gerar desconforto em grupos excluídos socialmente.Isso porque grande parte dos homossexuais,travestis,ciganos emendigos sentem-se retraídos em consultas devido a condutas constrangedoras, por parte dos profissionais da área de saúde, e olhares excessivos praticados por outros pacientes.Tal atitude desacertada decorre da quebra do " Imperativismo Categórico",conceito estudado por Immanuel Kant,o qual pressupõe que " a sensibilidade é o único instrumento capaz de levar a humanidade ao entendimento".Como consequência de tal apatia social constata-se a dificuldade desses grupos em buscarem auxílio em unidades básicas de saúde,já que 7 a cada 10 desses indivíduos,segundo o Instituto Datafolha, relataram algum tipo de constrangimento ao procurararem atendimento pelo SUS.
Observa-se,em paralelo a isso,que grupos minoritários,no Brasil,estão mais suscetíveis ao risco de contração de DST’s do que o restante da população.Isso ocorre devido a inoperância governamental em garantir a criação de projetos de lei que viabilizem o acesso dessas pessoas a saúde pública,bem como a não efetivação do artigo 196 da constituição federal,que assegura saúde a todos.Como consequência de tal desordem pública tem-se a exclusão e afastamento desses grupos no que diz respeito a atitudes preventivas básicas,como buscar camisinha em postos,por exemplo,já que esses alegam sentirem-se constrangidos.Associado a tal comportamento,verifica-se ,segundo o SciELO(Scientific Electronic e Library Online),o fato de 80% dos casos de HIV confirmados no Brasil estarem associados a minorias sociais como:mendigos,homossexuais e ciganos.
Nota-se,portanto,que para a inclusão de grupos minoritários e consequente melhoria na saúde desses,Governo Federal,com o auxílio do Ministério da saúde,deve,por meio da criação de projetos de leis, e através de palestras direcionadas aos médicos e campanhas publicitárias voltadas aos outros pacientes,promover a efetivação da empatia no meio social,bem como a garantia do artigo 196,a fim de assegurar saúde eficiente a todos e corroborar com a manutenção do “mal estar na civilização”.