As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 14/10/2019

No período pós-abolição da escravidão, muitos escravos, geralmente, negros foram libertos pelos seus senhores, mas o modelo de sociedade vigente não dava a possibilidade de inserção social dessas pessoas, ocasionando assim uma exclusão delas da sociedade. Não tão distante, no século XXI, esse fato ainda é a realidade de muita gente que por heranças do passado, sofrem um afastamento da sociedade, tanto no âmbito social e econômico, e que devido a isso, sofrem com problemas, em especial, na saúde. Com base nisso, medidas são necessárias para resolver o empasse.

Em primeiro lugar, vale ressaltar, que a população negra sofreu e ainda sofre discriminação em todo o mundo. Segundo pesquisas da University College London, pessoas de origem africana têm 4,1 vezes mais chance de apresentarem problemas psicóticos, sendo que, isso é fruto de pensamentos ultrapassados de superioridade racial, comentada por Darwin em seus estudos. Entretanto, mesmo após sua desmitificação, eles ficaram enraizados em muitas sociedades e devido a isso, ainda ocasionam diversos problemas.

Por conseguinte, presencia-se uma forte influência da exclusão como um impulsionador da problemática: ao sofrer afastamento da sociedade, o indivíduo acaba por ser alvo inúmeros problemas, até mesmo na área da saúde, e além disso, ele tende a perder os seus direitos básicos que são garantidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), como o bem-estar social e que, devido a isso, geram problemas de saúde em maior escala, do que comparada a parcela da população que não sofre preconceitos.

Tendo como base que a exclusão ainda é presente na sociedade brasileira contemporânea. Faz-se necessário que o Governo juntamente com o Ministério da Educação defina novas políticas e diretrizes educacionais nacionais que visem a abordagem do tema exclusão e suas consequências desde as escolas primárias, por meio de matérias escolares e de professores qualificados, e com uso de umas didática de fácil entendimento pelas crianças, visando assim um futuro a médio prazo com menos exclusão e com diretos garantidos na prática.