As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 19/09/2019
Saúde: condições físicas, mentais e sociais ligados ao bem-estar e a manutenção da vida. A definição dada pela Organização Mundial De Saúde (OMS) demonstra a necessidade desse acesso para que uma população consiga preservar a sua geração. Contudo, no Brasil, apesar da disponibilização da saúde ser um direito do cidadão, existem classes minoritárias que são desprovidas dessa regalia, agravando o problema da desigualdade no país. Diante disso, a perpetuação dessa mazela motivada pela negligencia governamental para com as minorias somada com o prologamento das desigualdades sociais, são fatores que precisam ser mitigados para mudar esse panorama.
Deve-se pontuar, antes de tudo, que a inércia estatal é um dos principais vetores para a mau fornecimento dos serviços médicos para os indivíduos menos favorecidos. Segundo a constituição de 1988, “A saúde é um direito de todos e dever do Estado”, nessa perspectiva, seguindo a premissa dos filósofos contratualista, a população possui um vínculo com o Estado e este é responsável por disponibiliza serviços, como saúde e educação. Entretanto, o acesso à este primeiro, muitas das vezes, não é igual para toda a comunidade, visto que a maioria dos brasileiros são da classe baixa e não possuem condições para pagar um hospital particular, pois as instituições públicas não são disponibilizados, como deveriam, nas áreas mais pobres. Logo, nota-se a ineficiência política nas prestação dos serviços para a coletividade.
Ademais, a elevada desigualdade social no Brasil é um grande fator para a manutenção desse panorama opressivo. Seguindo essa premissa, o preconceito da população de renda elevada vem de questões históricas, visto que politicas de “higienização social” promovida por Pereira Passos na cidade do Rio de Janeiro, foi o inicio das divisões das classes sociais no país. Assim, segundo a obra “Os estabelecidos e os outsiders” do sociólogo Nobert Elias, o autor fala sobre a noção de exclusão física, social e mental numa sociedade limitada. Nesse sentido, devido ao pré-julgamento para com as minorias, como a comunidade LGBT e a classe baixa, impede que estes tenham acesso à saúde
Entende-se, portanto, que a exclusão das minorias impede que toda a comunidade usufrua de um acesso à saúde de qualidade. Para mitigar essa problemática, o Ministério da Saúde, deve investir na construção de hospitais públicos nas áreas que residem as comunidades pobres, por meio do redirecionamento da verba arrecadado dos impostos pagos pelos cidadãos. Alem disso, este deve promover esforços que derrube o preconceito para com as minorias, por meio de publicidade em jornais e campanhas engajadas que debatam a importância da inclusão dos menos favorecidos, com o intuito de disponibilizar o melhor acesso dos indivíduos aos direitos previstos na constituição.