As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 23/09/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Saúde e ao bem-estar social. Entretanto, as diversas formas que excluem o público LGBTQ+ impossibilitam que essa parcela desfrute de seus direitos universais na prática. Nesse sentido, cabe avaliar que a marginalização do público homossexual e a incapacidade dos profissionais da saúde para com o atendimento dos mesmos, atuam como obstáculos no combate à exclusão social e seus diversos impactos na saúde integral brasileira.

Convém ressaltar, a princípio,  que a Saúde é um dos principais fatores para o desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil promove e assegura esse direito igualmente para todos os indivíduos. Contudo, a realidade é justamente controversa e refletida claramente na exclusão de certos públicos ao acesso à saúde integral. Exemplo disso, é a marginalização do público LGBTQ+ ao sistema de saúde, que oferece um atendimento excludente e preconceituoso aos indivíduos que não se encaixam nos padrões sociais impostos. Ademais, as abordagens discriminatórias e os comentários ofensivos fazem com que essa parcela da população não procure assistência médica e, quando procuram, segundo a Rede Feminista, 40% não revelam a opção sexual.

Faz-se mister, ainda, salientar a incapacitação profissional dos agentes da saúde como fator impulsionador da exclusão LGBTQ+ à saúde. Segundo o Código de Ética Médica, “ é essencial a adoção de uma postura isenta, acolhedora e respeitosa com todos os indivíduos”. Diante de tal contexto, os profissionais da área médica deveriam agir de forma ética e exercer seu trabalho profissionalmente, mas acabam, por muitas vezes, julgando e reduzindo os homossexuais a uma doença. Em outras palavras, o público homossexual é estereotipado pela aquisição do HIV, assim, quando procuram atendimento médico são discriminados e taxados como uma doença da sociedade moderna.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para a inclusão de certos públicos ao acesso à saúde. Em primeiro plano, é de sua importância que o Ministério da Saúde em conjunto com as redes midiáticas, usufruam da capacidade criativa e técnica de seus profissionais, para a criação de comerciais e propagadas que incentivem e conscientizem a população sobre importância de respeitar a opção sexual de cada indivíduo. Em outra parte, é essencial que o Ministério da Saúde crie, por meio de seus profissionais especializados, áreas hospitalares reservadas e especializadas ao atendimento do público LGBTQ+, não para delimitar um espaço especifico, mas para que o público homossexual tenha um lugar como referência para os atendimentos necessitários sem pré-julgamentos estabelecidos. Dessa forma, o Brasil estará atuando intensivamente no combate as diversas formas de exclusão e seus impactos na saúde do cidadão brasileiro.