As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 23/09/2019

Na Grécia antiga o esporte era um meio para alcançar a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização. Para eles, promover a integração através dos esportes refletiria na saúde e qualidade de vida dos cidadãos. Vinculando o passado ao cenário atual brasileiro às diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde, é possivel perceber que para solucionar essa problemática o esporte servirá como meio eficaz.

O SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil apesar de ser de qualidade, é insuficiente e não é capaz de atender toda a população necessitada atualmente. Consoante a isso, vale lembrar que as doenças não são apenas enfermidades físicas, mas também psicológicas. Como consequência das recorrentes depreciações que os principais alvos de preconceito - negros, pobres, LGBTQ+, deficientes, mulheres- são submetidos, a depressão se tornou uma doença mais presente entre esse público, e como a saúde mental do brasileiro não é tratada com a devida relevância a taxa de suicídio entre os brasileiros se elevou em 7%, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Em segundo plano, é relevante abordar que a legislação brasileira já possui leis que criminalizam a descriminação porém ainda que elas existam, os meios para fazê-las serem cumpridas estão defasados e são ineficientes no combate ao racismo, xenofobia, disparidade salarial, entre outros. Concomitante a isso vale lembrar que a ciência já se encarregou de comprovar que os benefícios do esporte não são só físicos, mas também fortalece a auto estima e é uma pratica que reflete no comportamento empático e respeitoso, uma vez que os praticantes devem se organizar em busca de um objetivo comum, ajudando eles a se importarem uns com os outros e a compreender quais são as habilidades e as limitações de cada um.

Portanto, é mister que o Estado tome providencias para amenizar o quadro exclusivo atual, de forma que amenize seus impactos na saúde brasileira. Urge que o Governo retome as atividades do Ministério esporte e que eles, junto com o ministério da saúde ampliem as politicas de redução de danos, através da contratação de novos profissionais como psicólogos, psiquiatras  e educadores físicos e por meio da envolvimento dos brasileiros com os esportes e o diálogo com os profissionais qualificado a saúde e a inclusão sejam efetivadas com sucesso. Além disso, esses profissionais devem ressaltar durante as atividades a importância de impedir que a discriminação ocorra com os outros, construindo assim uma sociedade mais justa.